O Presente

(Já sabes o que é o Presente. Já sabes onde o encontrar. E já sabes como é que ele te pode fazer ter mais sucesso e ser mais feliz. Conhecia-lo melhor quando eras mais novo. Simplesmente, esqueceste-te.

O presente não é o passado nem é o futuro. O presente é o momento presente! O presente é agora!

Mesmo nas situações mais difíceis, quando te concentras naquilo que corre bem no momento presente, sentes-te mais feliz, e isso dá-te a energia e a confiança necessárias para lidares com aquilo que corre mal, hoje.

Estar no presente significa desligar-se de todas as distracções e prestar atenção àquilo que é realmente importante, agora. Crias o teu próprio presente com base naquilo a que prestas atenção agora.

É difícil ficar livre do passado se não aprendemos com o passado. Assim que aprenderes a libertar-te do passado melhorarás o presente.

Sempre que estiveres infeliz com o presente ou sentires que não estás a ter sucesso, é porque tens de aprender com o passado ou planear o futuro.

Analisa o que aconteceu no passado. Aprende algo de importante com isso. Usa o que aprendes para melhorar o presente.

Não podes mudar o passado, mas podes aprender com ele. Quando surgirem situações semelhantes, podes agir de forma diferente e gozar um presente mais feliz e mais bem sucedido.

Ninguém pode prever ou controlar o futuro. Mas quanto mais planeares o que queres que aconteça, menos ansiedade sentirás no presente e melhor conhecerás o futuro.

A partir de hoje, vou imaginar como será um futuro maravilhoso. Vou criar um plano realista para fazer com que aconteça. Vou pôr o meu plano em prática no presente.

A maneira como agimos depende do objectivo que temos. Quando queremos ser mais felizes e ter mais sucesso, temos de estar no presente. Quando queremos que o presente seja melhor do que o passado, temos de aprender com o passado. Quando queremos que o futuro seja melhor do que o presente, temos de planear o futuro.

Quando vivemos e trabalhamos com um objectivo em vista, e fazemos o que é importante no presente, tornamo-nos mais capazes de liderar, gerir, apoiar, fazer amigos e amar.

Ter sucesso significa tornar-se a pessoa que se é capaz de ser. E atingir objectivos nobres. Cada um de nós define o sucesso por si próprio.)


O meu pai sabe que eu não alinho muito em livros de "autoajuda" mas mesmo assim deu-me O Presente. E eu li. Todo.

Como conseguiu? Mandou-me numa manhã sonolenta de verão, de férias, para uma repartição da Segurança Social, tratar de papeladas da minha irmana!

Agora que penso.. Qual terá sido o raciocínio?
"leva O Presente porque vais à segurança social"
ou
"vai à segurança social porque tens O Presente para ler"?

Não sei.. mas também vocês o leriam todinho se lá estivessem!

pa_leio #21 - 16 de Dezembro de 2006
O Crime do Padre Amaro - Eça de Queirós


“(...) Amaro achava aquelas unhas admiráveis, porque tudo que era ela ou vinha dela lhe parecia perfeito: gostava da cor dos seus vestidos, do seu andar, do modo de passar os dedos pelos cabelos, e olhava até com ternura para as saias brancas que ela punha a secar à janela do seu quarto, enfiadas numa cana. Nunca estivera assim na intimidade de uma mulher. Quando percebia a porta do quarto dela entreaberta, ia resvalar para dentro olhares gulosos, como para perspectivas de um paraíso; um saiote pendurado, uma meia estendida, uma liga que ficava sobre o baú eram como revelações da sua nudez, que lhe faziam cerrar os dentes, todo pálido.(...)”

Procura-se

Ando à procura ("de ti Senhor.." private) dos meus livros:
"A musica do acaso" - Paul Auster
"Mariana" - Catherine ..
Aceitam-se pedidos de desculpa ("desculpaaaaaa, era eu q o tinha"), desde que acompanhados do próprio livro!

Daqui para a frente o problema está resolvido: criei uma listinha de todos os livros que estão emprestados e a quem! If you don't mind..

É panca! Só pode.

Chegou o momento. É hoje que eu me debruço, à seria, sobre este assunto e admito algo de peculiar que me aflige: eu não suporto a mínima dobra em tudo o que é papel!
Desde um pequeno canto dobrado, a uma mão pouco jeitosa que vinca a folha mal lhe pega, àquelas dobras propositadas e sem critério, a meio e depois novamente a meio (quer dizer, tudo menos a meio) das folhas.
Desde o mais insignificante recibo que sei que vai para o lixo (ecoponto, pois claro) nos próximos 5 minutos, ao meu mais estimado livro.
Livro com cantos ou a própria capa dobrada é o seu assassinato! É qualquer coisa que me provoca mal estar geral, suores e culmina em pânico. Olhando para as minhas estantes não se percebe que livros é que já li (e eu tenho orgulho nisso)! Em contrapartida, para minha tristeza profunda, facilmente se percebe que livros é que já emprestei (o que também não quer dizer que eu não os empreste). Tenho emprestado muitos e as marcas vão ficando :S
Não se ponham para aí a imaginar que pego nos livros com a ponta dos dedos, que os abro num ângulo inferior a 90º e que nem sonho em sair de casa com qualquer um deles... nada disso! Praticamente não saio de casa sem um livro, levando-os para todo o lado (incluindo praia), mexo e remexo neles com todos os dedos que tenho e por vezes até os leio em cima da mesa, quase espalmados (nessas circunstancia tenho cuidado para não dobrar a lombada!).

Podem rir, gozar, ridicularizar! Este tema já há muito que é falado e comentado entre amigos, que no auge da sua histeria até DOBRAM só para me irritar! Não cito nomes.. eles bem sabem quem são!

Enfim, decidi falar sobre isto porque, às vezes, também me apercebo do exagero. Mas é mais forte do que eu e não me tou a ver a ultrapassar isto.
Basicamente imagino me Ricardo Araujo Pereira, tipo: "ei pessoal, eu não aguento papel dobrado" e eles "epa, isso é panca!", e eu "So pode :S", querem ver:

-ei pessoal, eu não aguento papel dobrado..
-epaaaaa, isso é panca!
-so pode..

Cão como nós

Nunca tive um cão.
Tenho medo dos cães quando não os conheço.
Nunca dediquei muita atenção a animais.
Tenho um gato há 15 anos.
Às vezes parece que não me lembro que o tenho.
Às vezes dou por mim a apreciar a companhia que ele me faz.
Gosto do meu espaço e do espaço dele, respeitamo-nos muito nisso.
Não tenho muita paciência para conversas sobre animais "ai o meu gato faz isto" "mas o meu ainda faz aquilo" "e o piriquito!..."


O Manuel Alegre dedicou um livro inteirinho para falar do seu cão, o Kurika. E tanto que eu gostei de ler as aventuras do Kurika, as alegrias que deu, as saudades que ainda hoje todos têm dele.
Entendida que não sou em comportamento e psicologia animal, não o poderei comparar a nenhum outro. Limito me a acreditar e a absorver as palavras do seu dono: "Não era um cão como os outros. Era um cão rebelde, caprichoso, desobediente, mas um de nós, o nosso cão, ou mais que o nosso cão, um cão que não queria ser cão e era cão como nós."


Uma dica:
Para os preguiçosos, desmotivados ou sem-tempo para leituras, este é o livro que precisam! Quando lhe pegamos só o largamos depois de lido. O tempo que se demora é variável, no minimo 40 minutos (para o ler uma vez) até ao máximo de 400 minutos (para o ler repetidamente).


N.1




Que bem que me vai saber dizer isto:

Nicholas Sparks não presta!!!!!!!!!!!!!!!!!
Não há coisa mais lamechas, mais previsível, mais básica e monótona que qualquer romance que este autor nos ofereça. Alguns livros são bestsellers, alguns livros passaram a filmes, não interessa!

E eu posso dizer isto com conhecimento de causa, ora vejam os livros que já li dele:
As palavras que nunca te direi
Corações em silêncio
O diário da nossa paixão
Um momento inesquecível
Ele tem mais, mas por favor, não mos ofereçam, não me convençam, não os mencionem. Acabou-se!


Admito que existam por aí alguns fãs, a estes tenho uma palavrinha a dar: não se sintam melindrados com esta minha opinião. Para todos os efeitos neste espaço sinto me livre e vocês têm sempre o oportunidade de me contrariar com comentários. I'll be happy to "read" you!

a teoria do REJECTED

A pedido de várias famílias (vá, uma pessoa) surgiu a necessidade de criar a rúbrica do REJECTED. Aqui falaremos de livros, autores, editoras que simplesmente podemos ignorar! A sério, não percam o vosso tempo... com tanta coisa que há para fazer.


Rejeitar uma editora até parece abuso mas agora que penso.. há paí uma que eu facilmente eliminava.. any guess?

A vida não é aqui

"A poesia é um território onde toda a afirmação se torna verdade. O poeta disse ontem: a vida é inútil como uma lágrima, hoje diz: a vida é alegre como o riso, e tem razão nos dois casos. Diz hoje: tudo acaba e se afunda no silêncio, dirá amanha: nada acaba e tudo ressoa eternamente, ambas as coisas são verdade. O poeta não precisa de provar nada; a única prova reside na intensidade da sua emoção.
O génio do lirismo é o génio da inexperiência. O poeta sabe pouca coisa do mundo mas as palavras que dele jorram formam belas construções definitivas como o cristal; o poeta não é um homem maduro e contudo os seus versos têm a maturidade de uma profecia perante a qual o próprio fica interdito."

Milan Kundera tem destas coisas: observa as personagens, conta-nos as suas histórias e pára. Quando pára reflecte; quando reflecte partilha; e quando partilha questiona. Não conheço outro com este génio e por isso se torna único.

N'A vida não é aqui conhecemos as entranhas de Jaromil e com ele crescemos, aprendemos, sentimos, amamos e escrevemos. Compreendemos? Esta pergunta fica em aberto... Compreender Jaromil é saber o que é ser poeta...

"Meu amigo, você é um poeta, você é um poeta!"

... é sê-lo.

QUARTA-FEIRA, AGOSTO 09, 2006

Noite quente de verão, lua cheia e música antiga a pedir para ser re-ouvida sugeriam-me um passeio pela marginal. A A não achou boa ideia que eu fosse sozinha, agarrou noutro A e lá fomos os 3 andando, andando.
Pela marginal fora chegámos a Cascais e aí pareceu-nos mandatório correr até ao Santini. De gelados na mão e com bastante mais calma partimos pela rua fora mas o caminho não foi longo. 2 ou 3 portas à nossa frente avistámos livros. Velhinhos, baratinhos, alguns deles com cantos dobrados, para meu descontentamento. Entre as bancadas cá fora, despaxámos os gelados e subitamente estávamos lá dentro a devorar prateleiras repletas de tudo o que acabou de sair e tudo o que não imaginávamos ainda existir.
Esta visita-museo demorou-nos uma hora, custou-nos 10 livros e ainda arrisquei trazer uma sugestão que me foi dada pela senhora dona do estabelecimento. Quando estava prestes a dar por terminado o episódio pergunto à senhora:
- então, desculpe, mas onde é q estamos? que livraria é esta?
- ????? a menina não sabe onde está?? está na livraria Galileu!! nunca ouviu falar? como é que é possível? donde é q é?
- :S sou de lisboa..
- tou a ver... veio comer um gelado..
- pois...
- então tome esta flor (de plástico) e diga comigo: Galileu, livraria Galileu!
- Galileu, livraria Galileu..
- :)
Senti-me analfabeta e ignorante mas fiquei feliz pela descoberta que essa noite me reservou.
À parte de uma organização que não entendi muito bem e muitos livros que me fizeram 'espécie' pelo aspecto já lido e um pouco mal-tratado que tinham, a Galileu merece a nossa visita.
Digo mais: em Cascais mandatório não é Santini, é Galileu!!!!! pelo menos de hoje em diante!


Livro que me foi sugerido: Boquitas Pintadas, de Manuel Puig. Já tenho desculpa para lá voltar!

pa_leio # 19 - 7 de Outubro de 2006
A viagem de Théo - Catherine Clément

Descrição da editora - Deus existe? Será essa uma pergunta com ou sem resposta? O que fazem milhões de pessoas à face da Terra para crer em Deus? Deve haver uma razão! De Jerusalém a Benares, passando por Roma e Istambul, por Praga e pela Baía, por Moscovo e por Jacarta, através da Europa, da Ásia, da América e da África, o jovem Théo e a sua tia Martha vão dar a volta ao mundo das religiões para encontrar no terreno as respostas a essa questão vital. Odisseia espiritual, a viagem de Théo leva-o ao encontro de homens sábios capazes de lhe iluminar o espírito e acalmar o coração. Porque Théo tem catorze anos e está muito doente...

O Jardim das Delícias

Não é a primeira vez que venho aqui desdenhar num livro e não será com certeza a última. Não que seja essa a minha intenção, simplesmente acontece eu não gostar de alguns livros que leio e calculo que quantos mais livros leia maior a probabilidade disso acontecer.. am I right?

Então desta vez peguei em João Aguiar. Nunca tinha ouvido falar deste autor e de repente percebo que é um grande nome da praça, já com enorme lista de obras publicadas e lidas por aí. Até aqui peço desculpa pela minha ignorância..

O Jardim das Delícias pareceu me uma mistura de literatura light com ficção científica. Uma história rápida, com personagens banais, com um dia-a-dia rotineiro numa Federação Europeia que supostamente existe em meados do século XXI. Máquinas sofisticadas, altas tecnologias e teorias futuristas não se enquadram bem na minha panóplia de interesses, talvez daí o mal.. basicamente foi isso: o tema não me interessa e só li até ao fim porque não gosto de desistir de livro nenhum.. ahh e já agora: porque me foi oferido! Não fiquem preocupados, já discuti o livro com a alma querida que mo ofereceu, ta tudo esclarecido.

Alguém que me explique...







... que eu não percebi....

Ao género d'O Principezinho

em cores e design, em personagens, em história e em inocência: Nem tudo começa com um beijo, de Jorge Araújo e Pedro Sousa Pereira (autores vencedores do PRÉMIO DE LITERATURA GULBENKIAN 2003)

cores e design: ilustraçoes que acompanham a história, cheias de casinhas, buracos, canos e mar. evidenciam bem os diferentes espaços: Sotão e Cave.
personagens: entre muitos meninos que sobrevivem na realidade da Cave e uma menina do Sotão, as personagens principais são o Fio Maravilha e a Nuvem Maria.
história: amizade e amor, em duas simples palavras.
inocência: que aparentemente se destina às crianças, releva-se numa história para todos nós, com mensagens subtis e que nos inspiram a ir mais longe.
final: feliz! como o final que todos queremos..

O primeiro livro destas férias li no primeiro dia de praia. Que belo começo!!


pa_leio #18 - 24 de Junho de 2006
O Sangue dos Outros - Simone de Beauvoir

Descrição da editora - Uma história de amor na França da Frente Popular e da Segunda Guerra Mundial. O dilema de quem tem a responsabilidade de decidir do empenhamento e sacrifício dos outros. Uma das mais belas obras de ficção de Simone de Beauvoir.

A 76ª Feira do Livro de Lisboa...

está aí e só a dois dias do fim é que o pa_leio se digna a anunciar :S que incompetência!
De qualquer maneira espero que já lá tenham ido, tenham feito muitas aquisições ou então para eu me ficar a sentir importante e útil: ainda não tenham ido, nem sequer sabiam que a feira estava a decorrer e agora que sabem (a tempo) vão com certeza lá e vão fazer as vossas aquisições!!! É este o teu caso, nao é??!

Incompetência das incompetências: eu ainda não meti lá os pés... estive 2 ou 3 vezes com os pés lançados para dar um salto até la... não consegui...

Sugestão para 2007: irmos todos juntos em peregrinação!

Onde está a ética?

Tive de voltar atrás para mais um post.
Ao lerem o post anterior veio-vos à memória um livro chamado Ética para um jovem? É verdade, esse livro também existe, é do mesmo autor e foi escrito antes do Política. Li-o quando andava no 11ºano, com aulas de filosofia e há mais de 2 anos que o emprestei... portanto são muitas as razões pelas quais já não consigo resumir aqui um pouco do que aprendi ao lê-lo. Aliás, quase parece que nem o fiz, a julgar pelo comportamento não ético que tive esta tarde: fui à aula, assinei o ponto, estive lá uma hora, houve intervalo e vim embora 2 horas antes da aula acabar... pormenor importante: a cadeira chama-se Ética! bááááá, que vergonha de comportamento!

É caso para dizer: faz o que eu leio, não faças o que eu faço!

Que discutimos hoje?

O mundo saiu dos gonzos!
Vã fadiga a de haver nascido
com o dever de o consertar!
William Shakespeare, Hamlet

Lembram-se, em tempos, de vos ter sugerido um pouco de economia? Disse-vos que o livro era escrito para leigos curiosos e com desejos de aprender sempre qualquer coisinha sobre tudo um pouco, mais que não seja, para poder integrar uma conversa que surja. Sim, economia surge muitas vezes!
Meus caros: conversa que começa ou vai dar a economia, tráz logo outro assunto no bico e também para ele é preciso estarmos preparados. Any guess? POLÍTICA, pois com certeza! A pensar nisso fui à estante buscar um livro que já nela habita à uns aninhos.

Política para um jovem, de Fernando Savater, Editorial Presença
Assim, num ambiente familiar e de um jeito bem humorado, o autor explica-nos... jovens..., o que é a política, como surgiu, para que serve, como se organiza e como se sustenta. Aborda a democracia e o direito, a liberdade e a responsabilidade, o nacionalismo e o racismo, a igualdade e a cooperação.

Escrevo este post a pensar nos meus amigos e conhecidos, maiores e vacinados, que não estão recenseados, estão mas não votam ou votam mas não lhe reconhecem o valor. A política interessa a todos e precisa de todos! Se percebermos bem o seu propósito e nele nos interessarmos, naturalmente o "estado das coisas" se altera, melhora e progride! Já lá vai o tempo em que as pessoas se lamentavam e esperavam o regresso de Dom Sebastião....

desconhecia esta morada

o livro é pequeno, as letras grandes, os parágrafos espaçados e os capitulos (cada capitulo é uma carta) separados por folhas com desenhos de envelopes.. bem encolhidinho se calhar juntávamos tudo isto em 40 paginas. como é que com tão pouco este livro nos faz viver tanto e tão intensamente...??
Foi me oferecido no Natal passado, por uma amiga, e incrivelmente estávamos em plena época de estudos.. num meio de tarde, com frio e cansada de tanta patologia peguei neste conjunto de cartas numa de as folhear e perceber o seu contexto. Li-as todas do princípio ao fim e quando acabei estava angustiada, perplexa! Tinha passado uma hora de completo retiro do meu mundo para entrar naquele tão diferente.
A História Mundial está bem preenchida de acontecimentos marcantes, bons e maus, melhor ou pior conhecidos por nós, que nos orgulham ou nos envergonham. Podemos reflectir e aprender com eles mas é nas histórias mais simples, concretas, das pessoas mais anónimas que nos aproximamos e sentimos essas realidades, nos identificamos, nos alegramos e sofremos.
Neste livro encarnei na pele de um judeu que vê o seu amigo partir para longe. A distância física que os separa inicialmente, aos poucos torna-se numa distância abismal, de valores, de ambiçoes, de vida, tornando o outro irreconhecível, desconhecido...Desconhecido nesta morada, de Kathrine Kressmann Taylor, editora Gótica.

Que bom seria aprender toda a História com histórias em livros assim! Obrigada Jip :)

Leitora ingrata e desnaturada...pois é, infelizmente nem no comboio, nem antes de dormir...espero que passe depressa!

Onde pára a memoria?

Que situação ingrata... quero eu inspirar me sobre livros que ja tenha lido, que quero ler, que procuro ou que recordo e nao me ocorre nada. Não é que tenha lido poucos ou ate que não tenha opinião sobre eles. O problema é mesmo falta de memoria! tenha uma ideia geral dos livros, lembro me de ter adorado, gostado ou nem por isso, mas parece que não consigo escrever nada sobre eles.. Tinha ideias de comentar tudo o que era livros anteriores do pa_leio, estes que a ana tem andado a pôr em posts e não consigo!!! Como é que é possivel que não me ocorra nada sobre "a insustentável leveza do ser" ou "cisnes selvagens", esses que tanto gostei?

Agora que penso nisso acho q o problema, infelizmente, nao se limita aos livros. Dou por mim a saber quase tudo só na altura em que pego nas coisas: de medicina, de filmes, de cultura em geral.. talvez a musica seja, mesmo assim, aquilo que melhor fica na minha memoria, as letras, as vozes, a melodia. será ouvido? humm n sei n...

como é que isto se resolve? como é q posso controlar a situaçao, enquanto ela se mantem controlável? a proposito destas questoes, lembro me dum livro.. curioso! um livro velhinho, de bolso, com cheiro caracteristico e letra bem pequenina: How to improve your memory. epaaa por acaso n garanto q se chame assim... percebem o meu problema???

paizinho, mais uma vez obrigada pela biblioteca que cresce lá em casa. este livro tb é teu!

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