
in www.booket.pt
"Booket
Novos horizontes. Um incentivo à leitura.
Booket é a nova marca lançada pelas Publicações Dom Quixote para a colecção de livros de bolso que assenta a sua estratégia na trilogia: preço, formato e acessibilidade.
Trata-se de uma colecção de natureza generalista que pretende colocar à disposição de todos os leitores, e do público em geral, uma vasta e diversificada selecção de prestigiadas obras de Autores nacionais e internacionais. António Lobo Antunes, Isabel do Carmo, José Eduardo Agualusa, Inês Pedrosa, Rodrigo Guedes de Carvalho, Rita Ferro, Gabriel García Márquez, John le Carré, Michael Crichton, Matilde Asensi, Robert Wilson, entre muitos outros, estão agora disponíveis num formato mais cómodo para o leitor que, assim, poderá transportar consigo grandes autores em pequenos livros. E desfrutar da sua leitura onde desejar, desde 5,95 euros.
Esta marca assume-se como jovem, activa e inovadora e pretende dinamizar a oferta do livro no mercado e promover os hábitos de leitura de todos os portugueses.
O design gráfico das capas Booket assenta numa linha diferenciada e o seu desenvolvimento é da responsabilidade do atelier de Henrique Cayatte.
Booket estará disponível nos pontos de venda habituais (grandes superfícies e livrarias) e também, a curto prazo, em novos canais de distribuição em que o factor conveniência está presente com o objectivo de captar novos e mais leitores.
Fieis ao objectivo de tornar a leitura mais acessível a todos, o nosso compromisso é publicar conteúdos editoriais de qualidade a preços mais acessíveis, dedicando um especial cuidado à qualidade de impressão e à facilidade de manuseamento do livro, pondo fim à ideia de que o livro de bolso tem uma qualidade inferior.
Com Booket: leitura mais acessível para todos os portugueses!"
pa_leio #37 - 24 de Maio de 2008
Balada da praia dos cães - José Cardoso Pires
«Viu no fundo duma cova uma conspiração de cães à volta do cadáver dum homem; alguns saltaram para o lado assim que ele apareceu mas logo retomaram a presa; outros nem isso, estavam tão apostados na sua tarefa que se abocanhavam entre eles por cima do corpo do morto.»
ISBN: 978-972-20-3438-8
Páginas: 302
Dimensões: 12,5 x 19cm
Colecção: Romance
Booket
Ano de Edição: 2007
Encadernação: Brochado
Preço sem IVA: 7.38 €
Preço com IVA: 7.75 €
pa_leio #36 - 19 de Abril de 2008
O estranho caso do cão morto - Mark Haddon
Colecção: Grandes Narrativas
Ano de Edição: 2003
Dimensões: 23,0 x 15,0 cm
Peso: 350 g
Editor: Editorial Presença
N.º de páginas: 231
Referido pelo The Times como «um dos melhores livros de 2003» O Estranho Caso do Cão Morto é muito divertido. Conta a história de Christopher Boone, um miúdo autista, com apenas 15 anos que vive enredado no seu próprio mundo, longe de tudo e de todos. Possui uma memória fotográfica e é um aluno excelente a matemática e a ciências mas detesta o amarelo e o castanho e não suporta que alguém lhe toque. Absorvido pela sua doença, Christopher desperta um dia quando encontra o cão da sua vizinha morto, no meio do jardim, com uma forquilha atravessada. A partir daqui nunca mais será o mesmo pois só descansará quando descobrir quem cometeu tão atroz crime. Uma obra de humor irónico, que irá em breve ser adaptada ao cinema, pois os direitos para filme foram já adquiridos pelos produtores de Harry Potter, contando com Brad Pitt como actor.
Obra vencedora do Prémio Whitbread e do British Book Award/2004 nas categorias Ficção Literária e Livro Juvenil do Ano.
Dia Mundial da Poesia - 21 de Março
Foi proclamado pela UNESCO em 1999, com o objectivo primeiro da defesa da diversidade linguística.
Este ano, o Plano Nacional de Leitura e o CCB associaram-se para assinalar a data. Mas como dia 21 é sexta-feira santa, as comemorações serão no sábado, dia 22 de Março.
No Dia 22, no CCB, poderemos usufruir de uma Feira de Livros de Poesia, assistir a Conversas "em forma de assim", trocar livros no Espaço de Trocas, visitar uma exposição de desenhos de Ana Hatherly, participar em ateliers no Espaço de Fazer Poesias, ouvir e ver a Voz dos Poetas e ouvir poesia dita e cantada num espaço onde Todos os Poetas estão Vivos.
Todos estão convidados a comemorar este dia no CCB: SÁBADO dia 22 de Março, entre as 14h e as 20h - entrada livre!
Para consultar o programa ver em www.ccb.pt
pa_leio #35 - 26 de Março de 2008
Segredos de Família - Kim Edwards

"This stunning novel begins on a winter night in 1964, when a blizzard forces Dr.David Henry to deliver his own twins. His son, born first, is perfectly healthy, but the doctor immediately recognizes that his daughter has Down's syndrome. For motives he tells himself are good, he makes a split-second decision that will haunt all their lives forever. He asks his nurse, Caroline, to take the baby away to an institution. Instead, she disappears into another city to raise the child as her own. Compulsively readable and deeply moving, The Memory Keeper's Daughter is a brilliantly crafted story of parallel lives, familial secrets, and the redemptive power of love."
Sugere-se a leitura da versão original. O inglês é fácil e a edição é mais barata!
pa_leio #34 - 23 de Fevereiro de 2008
O monte dos Vendavais - Emily Brontë
Sem fotografia disponivel, aqui fica:
Dimensões: 21,0 x 14,0 cm
Peso: 335 g
Editor: Europa-América
N.º de páginas: 304
Preço: 5,19 euros
"A acção deste clássico da literatura inglesa decorre num ambiente rude e agreste, tendo como paisagem os montes de Yorkshire, onde Emily Brontë viveu durante muitos anos. Por isso, o drama de «O Monte dos Vendavais» atinge o cume de uma autobiografia em que a infância e a adolescência de Emily, carregadas por uma imaginação fantástica, desempenham lugar de relevo no desenrolar desta história. A paixão de Catherine e o amor de Heathcliff assinalam de forma flagrante o fio romanesco desta obra."
'A Matemática das Coisas' recomeça este sábado no Pavilhão do Conhecimento
As Tardes de Matemática estão de volta a Lisboa! Neste sábado, dia 19 de Janeiro, a escritora Isabel Alçada e o matemático Pedro Freitas falarão sobre “A Matemática das Histórias Infantis” na primeira sessão de 2008 do ciclo “A Matemática das Coisas”. A palestra terá lugar no Pavilhão do Conhecimento, pelas 15h30.
Que matemática utilizou o lógico Lewis Carol para escrever a história de Alice no País das Maravilhas? Qual a importância da matemática para estruturar os textos infantis? E da leitura para estimular o raciocínio lógico e a imaginação? Estas são algumas das questões que os palestrantes discutirão, numa sessão direccionada para o público em geral.
A entrada no Pavilhão do Conhecimento é gratuita, e dá direito a visitar o centro de ciência.
“ - Um dia destes dou à praia aqui, devorado pelos peixes como uma baleia morta – disse-me ele na rua da clínica olhando os prédios desbotados e tristes de Campolide.”
“ Sentado nos teus ombros quase tocava os ramos dos castanheiros com a cabeça, aureolado de luz à maneira dos santos dos milagres, enquanto uma eternidade de fotografia me imobilizava o sorriso que encontro, tantos anos depois, no espelho do quarto, a troçar-me numa careta azeda.”
“Os pássaros, explicava o pai encostado ao muro do poço da quinta, morrem muito devagar, sem motivo, sem se dar por isso, e um belo dia acordam de barriga para cima, de boca aberta, flutuando no vento.”
“Explica-me os pássaros. Assim, sem mais nada, explica-me os pássaros, um pedido embaraçoso para um homem de negócios. Mas tu sorriste e disseste-me que os ossos deles eram feitos de espuma de praia, que se alimentavam das migalhas do vento e que quando morriam flutuavam de costas no ar, de olhos fechados como as velhas na comunhão.”
“Domingo era a chatice da desocupação, o quarto dos brinquedos resolvidos, o corpo a arrastar-se, maçado, pelos cantos. A mãe jogava as cartas com as amigas, na sala, num cintilação de pulseiras e de brincos, as bocas pintadas conversavam, como periquitos, de filhos, de criadas, dos empregos dos maridos.”
- Os pássaros – disse a Marília – que sabiam vocês dos pássaros?”
“Quando havia parentes o meu pai desdobrava o écran de tripé ao fundo da sala, montava o projector, apagava as luzes, um rectângulo branco surgia a tremer na tela, traços e cruzes vermelhas vibravam e dissolviam-se, um cone de luz onde o fumo dos cigarros se enrolava em volutas lentas sobre as nossas cabeças, e nisto o mar repleto de albatrozes, a forma afuselada dos corpos, os bicos pálidos abertos, os espanadores achatados das asas, dezenas, centenas, milhares de pássaros.”
“Os pássaros quando morrem – explicou o pai – flutuam de barriga para o ar no vento”
“ – Mal se lhe percebia o corpo – esclareceu o Carlos – comido pelos pássaros, pelo lodo da ria, pelo tempo que demoraram a encontrá-lo”
“Falava devagar, sem indignação nem zanga, mas eu cessara por completo de a escutar: achava-me ao colo do pai, sob o castanheiro do poço, numa tarde antiga que se não sumira nunca dentro dele a ouvir a explicação dos pássaros.”
“Na sala havia um álbum cheio de desenhos de homens nus com asas, de falcões com tronco de gente, de esquisitas misturas, como centauros, de pessoas e de pássaros: E se a mãe se levantasse agora de mesa, pensa, e começasse a voar, como um periquito aflito, sobre os pratos da sopa?”
“ – Vamos furar-lhes a barriga? – propôs o pai num riso cúmplice, a estender a manga para a faca de prata dos livros. – Se lhes rasgarmos a pança e virmos o que têm dentro, talvez consigas encontrar, percebes, essa célebre explicação dos pássaros.”
“ – Pronto – disse o pai segurando no insecto imóvel com as pontas dos dedos e transferindo-o para uma placa rugosa de cartolina. – Ei-lo definitivamente morto. Fácil, não é?”
“ – O facto é que era uma pessoa estranha com interesses esquisitos, com manias absurdas: Olhe, pouco antes de morrer, por exemplo, veio pedir-me que lhe explicasse os pássaros, como se os pássaros, não é, se pudessem explicar: nunca compreendi o que ele queria dizer com aquilo:
os pássaros, oiça lá, você entende?”
EXPLICAÇÃO DOS PÁSSAROS
in www.lercontexto.blogspot.com
pa_leio #33 - 19 de Janeiro de 2008
A misteriosa chama da Rainha Loana - Umberto Eco
"Yambo, um abastado alfarrabista de Milão na casa dos sessenta, perdeu a memória após um AVC - (...) não se lembra do próprio nome, não reconhece as próprias filhas ou qualquer momento da sua infância ou da sua família.
Numa tentativa de recuperação de si próprio, Yambo aceita a sugestão da mulher de voltar à casa de campo da sua infância, onde descobre (...)
Assim, Yambo acaba por reviver a história da sua vida: de Mussolini à educação católica, de Josephine Baker a Flash Gordon ou Fred Astaire. As suas memórias vão surgindo ininterruptamente, e a sua própria vida vai surgindo diante dos seus olhos como uma banda desenhada. Nesta luta para recuperar a memória, Yambo só procura uma única e simples imagem: (...)
Nota: provavelmente para a maioria de nós o nome Umberto Eco suscita-nos logo "O nome da rosa". O pa_leio já muitas vezes se inclinou para o ler e a escolha acabava sempre por recair noutro livro qualquer. O argumento que surge sempre contra é o "tamanho".
Aviso para os leitores do Pa_leio:
Deste modo, a leitura deste romance torna-se uma experiência cultural colossal que envergonha o Mundo de Sofia (ao jeito de Umberto Eco não vou deixar qualquer referência à autoria desta obra). Boa leitura :)
pa_leio #32 - 15 de Dezembro de 2007

Retiro o que disse
o 1º para Dezembro será afinal:
Explicação dos pássaros, de António Lobo Antunes
é o livro do mês, é o livro do pa_leio e foi a Sónia que deu!
sem mais porquês!
Obrigada amiga!
O 1º para Dezembro
de uma lista enorme de livros que têm sido empinhados tristemente na estante, sem tempo para serem arrumados, nem folheados, nem sonhados será:
Pássaros Feridos, de Colleen McCullough
Hoje a curiosidade levou me à primeira página e diz assim:
Ele há coisas... destes dificeis meses que se arrastam e o próximo que ainda está para vir, bem me consola ler isto. Haja esperança!
pa_leio #31 - 10 de Novembro de 2007
vamos brincar?
Deste vez sob um novo formato: desafia-se cada um dos intervenientes a seleccionar um conto infantil, juvenil, conto de amor, fábula, história tradicional, lenda ou outro texto com dimensão suficientemente breve para poder ser partilhado na reunião.
E como "Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto.", nós queremos contigo sumar muitos pontos no próximo pa_leio!
posted by: sara p.
Fala do velho do Restelo ao astronauta
Aqui, na Terra, a fome continua,
A miséria, o luto, e outra vez a fome.
Acendemos cigarros em fogos de napalme
E dizemos amor sem saber o que seja.
Mas fizemos de ti a prova da riqueza,
E também da pobreza, e da fome outra vez.
E pusemos em ti sei lá bem que desejo
De mais alto que nós, e melhor e mais puro.
No jornal, de olhos tensos, soletramos
As vertigens do espaço e maravilhas:
Oceanos salgados que circundam
Ilhas mortas de sede, onde não chove.
Mas o mundo, astronauta, é boa mesa
Onde come, brincando, só a fome,
Só a fome, astronauta, só a fome,
E são brinquedos as bombas de napalme.
by: José Saramago
posted by: Nuno Guerra
Já lá vão #30!
#1: Rodrigues, o intérprete, de Michael Cooper
- O deus das pequenas coisas, de Arundhati Roy
- O livro das ilusões, de Paul Auster
- A insustentável leveza do ser, de Milan Kundera
- Siddartha, de Hermann Hesse
- 1984, de George Orwell
- Do sol, de Jacinto Lucas Pires
- Crónica dos bons malandros, de Mário Zambujal
- Cisnes selvagens, de Jung Chang
- O amor nos tempos de cólera, de Gabriel Garcia Marquez
- Estação carandiru, de Drauzio Varella
- A metamorfose, de Franz Kafka
- O retrato de dorian gray, de Oscar Wilde
- Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago
- Equador, de Miguel Sousa Tavares
- Crime e castigo, de Fedor Dostoievski
- As memórias de Adriano, de Marguerite Yourcenar
- O sangue dos outros, de Simone de Beauvoir
- A viagem de Théo, de Catherine Clément
- O vendedor de passados, de José Eduardo Agualusa
- O crime do Padre Amaro, de Eça de Queirós
- As velas ardem até ao fim, de Sándor Márai
- A morte de Ivan Ilitch, de Leo Tolstoi
- Dom Casmurro, de Machado de Assis
- Um, ninguém e cem mil, de Luigi Pirandello
- A estrada, de Cormac McCarthy
- Na praia de Chesil, de Ian McEwan
- O imperador de Portugal, de Selma Lagerlof
- Middlesex, de Jeffrey Eugenides
#30: O som e a fúria, de William Faulkner
pa_leio #30 - 20 de Outubro de 2007
O Som e a Fúria - William Faulkner
William Faulkner é americano, nascido no Mississipi, galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1949 e com o Prémio Pulitzer em 1954.O livro "O som e a fúria" (The Sound and the Fury), publicado em 1929, conta a história de uma rapariga, apresentada em cada capítulo pelo ponto de vista de um dos seus três irmãos - um idiota, um suicida-neuró tico e um rapaz monstruoso. A estrutura do livro não é linear, e no meio da história Faulkner utiliza itálico para indicar alguns pontos em que a narrativa passa a desenrolar-se no passado, mas a utilização desse itálico pode ser confusa porque nem sempre os flashbacks estão assinalados a itálico. Mas nada do outro mundo.
Necessita é de ser lido com alguma atenção.Mas este autor o pa_leio tem de conhecer. Ele utiliza imensas técnicas literárias, simbolismo, alegoria, narrativa e pontos de vista múltiplos, narrativa não-linear e fluxo de consciência que intercepta presente e passado, quebrando os limites espaço-temporais. Resumindo, é uma referência.
posted by: sónia
As escolhas de Marcelo Rebelo de Sousa
No domingo passado (26 de Agosto), entre muitas escolhas e alguns livros apresentados pelo Professor Marcelo constava Ian McEwan "Na praia de Chesil".
pa_leio #29 - 21 de Setembro de 2007

pa_leio #28 - 19 de Julho de 2007
Há quem admita que a história de O Imperador de Portugal tenha sido por inspiração a vida de Joshua Abraham Norton, um estranho personagem da cidade de São Francisco, na Califórnia, que em 1859 se auto-intitulou Norton I, Imperador destes Estados Unidos e Protector do México, chegou a cunhar moeda, se correspondeu com a rainha Vitória e foi sempre tratado com deferência pelos seus conterrâneos. Esta é, com efeito, a história de um pobre camponês da Suécia, que acabou por enlouquecer com o facto de a filha ir para Estocolmo para ganhar o dinheiro necessário ao pagamento de uma dívida de família. O homem passou a aguardar quase diariamente, no embarcadouro, o regresso da filha. E um dia em que lhe fizeram algumas insinuações sobre os verdadeiros motivos da ausência da menina, Jan declarou: «Quando a Imperatriz Clara de Portugal chegar aqui ao embarcadouro, com uma coroa de oiro na cabeça… veremos se te atreves a dizer-lhe na cara o que hoje me disseste a mim». A partir de então, o homem tornou-se Johannes de Portugal... O presente romance, uma das obras-primas da literatura sueca, é a história de uma amor profundo, que une pai e filha, e também a descrição da morte do mundo das tradições rurais, e da emergência do novo mundo, urbano e desapiedado, que o veio substituir.
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